sábado, 31 de Maio de 2014

Oca, opaca, vazia e cansada
Sem cor, sem som, sem odor nem sabor
Sinto no entanto tudo
Está frio muito frio
e o tempo arrasta-se e no entanto corre
escapa-se por entre os dedos
escapa-se-me dos sonhos
Está frio muito frio

sábado, 8 de Agosto de 2009

A menina

Era uma vez uma menina,
Com sonhos
aspirações
e anseios
Tornou-se mulher
e continuou agarrada a eles
eram o seu alimento
matavam-lhe a sede
e aplacavam-lhe a dor
sonâmbula
caminhava
pela vida
que madrasta
a desenganava
e os sonhos
os anseios
as aspirações
com ela continuavam
sussuravam baixinho
e embalavam-na
dando-lhe esperança
Essa menina sou eu
e
continuo a sonhar

segunda-feira, 26 de Maio de 2008




Imprimi sonhos


em pálidas folhas


desfizeram-se em poeira


levados por suave brisa


que me assolou


ganharam asas
livres


vagueiam


por aí

terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008




O silêncio esmaga-me


Oprime-me a vontade


É impressionante a força do vazio

Busca tentáculos que me asfixiam


Ganha intensidade na inércia que me rodeia


E é aqui que me apercebo
a verdade atinge-me
Nua e crua!

vagueio

perdi-me algures


ao longo deste percurso

terça-feira, 13 de Novembro de 2007



Amar é respirar,


absorver e sorver sensações, sons, odores.


Amar é observar as pequenas coisas do mundo que nos alegram o coração e que nos deixam um brilho no olhar.


Amar é o florescer duma flor,


o cair delicado da água transformada em chuva,


é a tempestade que desaba e nos enche o corpo de arrepios e nos intoxica os sentidos.


Amar é.............................................................


dar e partilhar sem esperar receber!




Beijinhos brisa «intensa» de palavras!

sábado, 10 de Novembro de 2007

Passado



Voltaste para me assombrar
tu
que jazias inerte
enterrado em lágrimas
e angústias
eregeste-te em sombras
e envolveste-me
derrubaste
as barreiras erguidas
transformadas agora
em diáfona poeira
sugaste-me as decisões
que abateram
como um castelo de cartas

segunda-feira, 29 de Outubro de 2007